Lúcio da Nóbrega Mascena
"De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto."
Rui Barbosa

Na tela do Cine Lux de Pombal (livro do escritor Jerdivan)

"Não quero entendimentos com os donos do poder. Prefiro e preferirei sempre ficar com o povo, que embora subtraído do seu direito de eleger os governantes, soube demonstrar, de forma inequívoca, as suas preferências.
"Mas, um dia, o povo há de recuperar os seus direitos políticos. Um dia, o povo há de voltar a votar. E nesse dia, os que o traíram, os que brincaram com sua sorte, serão julgados, serão condenados."
Antônio Mariz, derrotado para governador da Paraíba, foi recebido como vencedor, significando que a escolha dos militares contrariavam as expectativas da maioria do povo.


"... política não é a arte de governar. Acrescento, portanto, que governar é a arte de fazer política."
Ernani Sátyro


Destaque, a história de Ruy Carneiro :

Os 100 anos de Ruy Carneiro


Esta greve que me acabrunha
É mais traidora do que o foi Pilatos!
Por causa disto, eu vivo pelos matos,
Magro, roendo a substância córnea da unha.

Sobre a greve na UFPB


"Pode-se esmagar um homem, mas não se esmaga um povo. Não se sufocam ideais. Não se apertam na garganta as ansiosas exortações de uma nova era."
José Américo de Almeida


Discurso proferido no enterro de João Pedro, líder da liga camponesa de Sapé:
"...Pararam o teu coração. O tiro de fuzil ignóbil e covarde, num percurso diabólico, não apenas rebentou o teu peito, mas despedaçou os sonhos de educação de teus filhos. Os latifundiários julgaram que, com a tua morte, deixarias, apenas uma viúva e onze filhos órfãos, mal supondo que, com ela, surgirão novos camponeses revoltados, outros João Pedro, outros lutadores. Julgam que desparecestes e estás, agora, em toda parte. Eras a silhueta de um homem no asfalto e passas a ser uma sombra que se alonga pelos canaviais, que bate na porta dos engenhos..."
Raymundo Asfora


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" Versos Íntimos "

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acotuma-te à lama que te espera!
O homem que nesta terra miserável,
Vive entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos


Poesia de Carlos Drummond de Andrade:
E agora José?

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